Saiba tudo sobre vistos e acordos para contratar estrangeiros

A globalização ampliou os horizontes dos jovens. Hoje, é cada vez mais comum contratar estrangeiros nas empresas brasileiras, assim como é frequente a contratação de brasileiros em companhias de outros países.

Existem várias legislações que regulamentam esses processos. A mais nova delas, desde 2014, flexibiliza a norma para a vinda de estagiários estrangeiros, tornando-a mais simples e menos burocrática (como também ocorre com brasileiros em diversas localidades).

Quer entender mais sobre o assunto e saber as vantagens de fazer esse intercâmbio profissional? Acompanhe a leitura!

Porque contratar estrangeiros

Poder contar com a mão de obra estrangeira qualificada traz inúmeros benefícios para as empresas e seus colaboradores.

Traz a diversidade cultural, a prática de um novo idioma (um grande ganho para os funcionários brasileiros que podem exercitar a língua materna do colega e o estrangeiro que pode praticar português), abertura de novos contatos para a empresa no exterior, novos conhecimentos etc.

Os estudantes têm direito a uma bolsa auxílio e demais benefícios previstos na Lei do Estágio brasileira. Os funcionários brasileiros transferidos para outro país, os chamados expatriados, seguem a a Lei nº 11.962/2009.

Confira as resoluções que regularizam a contratação de estrangeiros:

Resolução Normativa 111

Concede visto de até 120 dias (4 meses) para estudante estrangeiro que venha para o Brasil com o objetivo de realizar um estágio.

A resolução 111 altera o artigo segundo da Resolução Normativa (RN) 88 e possibilita que a empresa contrate o jovem como estagiário, sem que haja a necessidade de vínculo com uma universidade brasileira, durante a realização da atividade remunerada no Brasil.

O Termo de Compromisso é firmado diretamente entre a universidade de origem do estudante, o estagiário e a empresa. O jovem deve solicitar o visto temporário para esse fim, em seu próprio país de origem, no Consulado Brasileiro.

Para estágios com período superior a 120 dias, continua valendo a RN 88.

Resolução Normativa 88

Concede visto de até um ano, sendo esse prazo improrrogável para jovens estudantes que queiram estagiar no Brasil.

Na RN 88, o candidato deve, obrigatoriamente, estar matriculado em uma instituição de ensino do nosso país e cursar alguma disciplina nela. O intercambista fará seu estágio por meio da Lei de Estágio brasileira, em que assinará um Termo de Compromisso entre ele, a universidade do Brasil e a companhia que está oferecendo a vaga. Neste caso, a AIESEC entra como agente integrador do estagiário internacional, fazendo também a assinatura do Termo e tendo como responsabilidade supervisão das condições e benefícios da vaga do candidato durante toda a sua experiência. 

Não é preciso que as universidades (estrangeira e brasileira) tenham convênio entre si, mas um acordo entre ambas pode facilitar os trâmites.

Com base nessa RN, o jovem também deve solicitar o visto temporário no Consulado Brasileiro localizado em seu país.

Resolução Normativa 94

Também consente visto para o prazo máximo de um ano, período este improrrogável a estudantes ou recém-formados, regulamentando o intercâmbio profissional.

Não exige vínculo com nenhuma universidade, nem do país de origem, nem brasileira. No entanto, é obrigatório que seja efetivado um Contrato de Trabalho por tempo pré-determinado.

Também é necessário que seja firmado um Termo de Compromisso entre o intercambista, a empresa e uma organização que gerencie um programa de intercâmbio, como a ABIPE – Associação Brasileira de Intercâmbio Profissional e Estudantil.

Com base nessa RN, a empresa solicita o visto temporário que é tramitado pelo Ministério do Trabalho ou um terceiro (por meio de procuração da companhia).

Lei nº 11.962/2009

Legislação que regulamenta a transferência de funcionário brasileiro para unidade da empresa no exterior. Por ela, o contrato de trabalho entre empregador e empregado é suspenso durante o período de expatriação e volta a vigorar quando o funcionário retorna ao Brasil.

Essa lei garante alguns os seguintes direitos trabalhistas:

  • Recolhimento do FGTS;
  • Contribuições à Previdência Social;
  • Reajustes de acordo com a legislação brasileira;
  • Gozo de férias anuais no Brasil após dois anos no exterior;
  • Subsídio do retorno do colaborador;
  • Contagem do tempo de serviço durante a transferência para todos os efeitos das leis brasileiras.

Por fim, agora que você já sabe quais são as vantagens dessa troca, que tal incluir candidatos de outros países na sua próxima pesquisa de recrutamento? Também não se esqueça da possibilidade e dos benefícios de transferir seus talentos brasileiros para uma unidade da empresa no exterior.

Agora que você está por dentro das regras para contratar estrangeiros, que tal ler um artigo sobre a importância de valorizar o jovem de perfil empreendedor?

Conheça 5 estratégias de internacionalização de empresas

Com a abertura comercial dos anos 90, baixa oferta de mão de obra qualificada e infraestrutura enfraquecida, diversas empresas brasileiras apostaram na internacionalização para manter a competitividade.

Em um cenário de globalização e economia nacional estagnada, hoje empresas veem na projeção global uma oportunidade para expandir mercados e encontrar soluções inovadoras.

O caso das sandálias Havaianas

Lançada em 1962, a empresa Havaianas destacou-se por produzir sandálias simples e inovadoras. Porém, sem modificar o produto, a partir de 1988, a empresa perdeu vendas e posicionamento para seus concorrentes. Vinculada a pessoas mais velhas e de classe econômica baixa, a empresa precisava de mudanças.

A empresa então analisou o mercado atentamente. O primeiro resultado foi o lançamento das Havaianas TOP, divulgadas por personalidades prestigiadas em campanhas alto astral. E se antes ela exportava seus produtos apenas para mercados de menor poder aquisitivo, após esse lançamento a marca definiu países referência no mundo da moda como mercado-alvo.

Exemplo de que a internacionalização não é só para empresas de tecnologia, Havaianas se posicionou no exterior como um produto de qualidade e status, patrocinando eventos e garantindo presença em galerias importantes. O reposicionamento da Havaianas, portanto, foi acompanhado de uma estratégia agressiva de internacionalização.

Identificou-se com este cenário? Confira 5 estratégias de internacionalização de empresas que nós reunimos para você!

5 estratégias de internacionalização de empresas

1. Avaliar as condições de sua empresa e do mercado

Analise a estratégia global da empresa a longo prazo, verificando a experiência acumulada que ela tem no exterior e a sua abertura à internacionalização. Assim, você define as funções que a empresa pode abarcar e quais decisões precisam ser tomadas.

Identifique também as oportunidades e ameaças internacionais, bem como os pontos fortes e fracos da empresa frente a elas. Desta forma, você mensura a viabilidade da estratégia do produto em outro país.

Verifique quais países oferecem potencial de expansão, analisando a presença de concorrentes naquele mercado.

2. Definir as opções da empresa

Com base em sua análise, você deve definir prioridades em sua estratégia de internacionalização. Verifique o ciclo de vida do produto, o grau de acessibilidade do mercado, quais investimentos devem ser feitos, dentre outros.

Selecione as localizações a serem priorizadas pela empresa, comparando elementos que possam fortalecer a marca naqueles locais. Critérios como potencial de mercado, acesso a canais de distribuição e sensibilidade aos preços podem ajudá-lo nessa tarefa!

3. Determinar abordagens adequadas

Parcerias com empresas locais podem fazer parte das estratégias de abordagem adotadas pela empresa ao entrar em novos territórios. Verifique qual é o nível de envolvimento da empresa com o país, formas de alinhar a sede e as filiais internacionais e a postura a ser adotada por gestores em situações de risco.

4. Preparar o setor de RH para a expansão cultural

Executivos de RH precisam aprender fundamentos da competição global para entender a relatividade cultural em suas práticas cotidianas. Desta forma, eles têm uma compreensão melhor do que pode ser aplicado em outros países, o que precisa ser adaptado, bem como em que áreas é preciso promover a diversidade de costumes, valores e normas.

Um momento crítico para profissionais de RH com atuação global é a distinção entre o que é um legítimo obstáculo cultural e o que é uma decisão difícil. Permitir que colaboradores façam pausas para orações, por exemplo, pode exigir adaptações para que reuniões não sejam marcadas para aquele horário.

5. Abraçar a diversidade cultural

Além das adaptações a produtos e serviços às regulamentações locais, é preciso preparar os colaboradores para lidar com a diversidade cultural de cada país, prevenindo choques. Contratar estrangeiros pode fornecer uma experiência internacional valiosa para a equipe.

Além disso, os consumidores de diferentes países também têm necessidades e comportamentos distintos, o que pode limitar a oferta das empresas e aumentar o custo de adaptação de produtos e serviços.

Adaptação e sinergia são palavras de ouro para formular estratégias de internacionalização de empresas. Setores de marketing, finanças, administração e recursos humanos devem trabalhar juntos na preparação da empresa para novos cenários, traçando planos de ação viáveis para o país em que a empresa será acolhida.

E se você está preparando argumentos para investir no potencial global da sua empresa, leia nosso post especial sobre o assunto!

Como adaptar sua empresa a várias culturas

De olho no potencial de outros mercados, companhias se adaptam para oferecer seus produtos e serviços em novas realidades culturais. Porém, o processo é mais delicado do que parece. Grandes multinacionais precisaram superar resistências culturais próprias e externas para operar com sucesso em um mundo globalizado. É preciso que a empresa esteja pronta para dialogar e se inserir na sociedade local, oferecendo melhorias à comunidade e formando profissionais.

Está estudando maneiras para adaptar a empresa a várias culturas? Veja o que reunimos para você!

Qual é a importância de garantir a diversidade no ambiente de trabalho?

O sucesso e a competitividade de uma companhia em um mercado globalizado dependem de sua habilidade de abraçar a diversidade. Quando uma organização faz a gestão correta da diversidade em seu ambiente de trabalho, ela usufrui de uma série de benefícios, tais como:

Uma adaptabilidade crescente 

Organizações que empregam colaboradores de diversas culturas oferecem uma grande variedade de soluções para a comunidade. Afinal, pessoas com diferentes backgrounds trazem talentos e experiências que enriquecem as ideias do coletivo, conferindo flexibilidade para que elas sejam aplicadas em outros mercados. 

Execução mais efetiva

Companhias que encorajam a diversidade no ambiente de trabalho inspiram seus colaboradores a terem uma performance melhor, já que eles exercem mais empatia. Assim, eles providenciam estratégias que podem ser executadas de uma forma global, melhorando a produtividade da companhia. 

Variedade de pontos de vista

Uma mão de obra diversificada que se sente à vontade para comunicar sua visão oferece variados pontos de vista, trazendo uma gama maior de ideias e experiências. 

Como adaptar a empresa a várias culturas? 

Alguns procedimentos fazem com que a adaptação da companhia a outras realidades culturais seja mais fluida. Confira nossas dicas: 

Faça com que seus líderes estejam conscientes da diversidade cultural

Seus gestores devem estar conscientes da diversidade cultural presente na companhia para melhorar as suas competências culturais. Somente com essa consciência, eles estarão dispostos a exercer a empatia e abrir-se às diversidades dos gestos, processos e procedimentos de outras realidades. 

Faça um inventário cultural

Tudo o que você empreender dentro de sua companhia deve ser adaptável à lógica de outros sistemas culturais. Tenha tradutores, pessoas em sua organização que se familiarizem com ambas as culturas e trabalhe para identificar quais processos e sistemas podem ser universalizados, bem como quais precisam ser adaptados. 

Alguns elementos podem ser trocados e outros podem não ser tão negociáveis assim. Um deles são as leis trabalhistas de cada país. É fundamental que isso esteja registrado, reconhecido e levado em conta em seu inventário cultural.

Use a translação cultural como uma oportunidade para engajar e motivar seus colaboradores

Como uma empresa, você precisa estabelecer regras básicas para que seus colaboradores operem, bem como fazer ajustes em seus processos para operar em escala global. Introduzindo mais flexibilidade em seus regimes de trabalho, você globaliza os seus negócios e motiva seus colaboradores locais.

Fortaleça suas políticas de reconhecimento, reforce a importância dos feedbacks entre todas as partes envolvidas e verifique o que pode funcionar para outras realidades. Dê a liberdade para que seus gestores e colabores contribuam com o aprimoramento da organização, estimulando as decisões em grupo. 

Forneça as condições 

A mudança de um profissional para outro país necessita de uma série de cuidados para que ele se adapte ao novo ambiente. Por isso, é de suma importância analisar as competências interculturais do profissional, auxiliar a readaptação da família e orientá-lo, bem como o time que o receberá. Invista em treinamentos e acompanhe o bem-estar de seu colaborador. 

O sucesso global de uma organização é o somatório de bons resultados locais em todo o mundo. E para atingir estes resultados, é essencial ser flexível, criativo e proativo ao adaptar a empresa a várias culturas.

Interessa-se pela internacionalização de sua organização e deseja oferecer as melhores condições possíveis para que seus colabores dialoguem com um mundo globalizado, cuja palavra de ordem é o diálogo? Baixe o nosso “O Guia Completo da Gestão de Recursos Humanos Internacionais” e conheça os desafios trazidos à gestão de RH nos novos tempos!

AIESEC como referência de liderança jovem para seu negócio

A era da Digitalização está sendo discutida há alguns anos, definida em vários processos e, agora, podemos dizer que é definitiva. Ao encarar o cenário do Segundo Setor, não é diferente. Há a necessidade de se reinventar, adaptar-se a tendências e digitalizar-se para atingir a sua grande massa de novos talentos: os jovens que seguem assiduamente a era virtual. Para isso, a AIESEC no Brasil lança este canal de conteúdo sobre quais são as inovações e obrigações que devem ser abraçadas caso o intuito seja atrair talentos jovens com propósito e que relacionam resultado com liderança.

Hoje, para os que ingressam ao mercado de trabalho, é impossível desvincular trabalho de desenvolvimento e valores. Sendo assim, os setores de Recursos Humanos, Responsabilidade Social e Marketing devem estar bem informados sobre como trabalhar esse conceito de Employer Branding, ao passo que é sabido que quanto melhor você posiciona sua marca para o publico com fit de valores, há um aumento da retenção corporativa, de pessoas que se conectam e têm sentimento de dono pela empresa, que desperta a vontade de ir além no organograma. Esta página falará bastante de como explicitar a sua marca de forma a encontrar os talentos mais preparados.

Além disso, outros dois assuntos imprescindíveis para esse público, que se relaciona intensamente com o mundo, são: Internacionalização e Responsabilidade Social Corporativa. Ou seja, como vejo oportunidades fora do meu país e como que tenho um papel mais ativo na mudança do planeta. Por isso, uma empresa é diferencial na escolha se abraça projetos sociais ou oportunidades internacionais.

A AIESEC, maior organização mundial gerida por jovens reconhecida pela ONU e presente em cerca de 120 países e territórios, não poderia ir em contramão à necessidade de conectar-se às empresas e start ups por meio digital. A nossa missão de alcançar a paz e o preenchimento das potencialidades humanas é vivenciada em cada uma de nossas ações. Nós fazemos isso ao fornecer um ambiente desafiador para ativar a liderança jovem – liderança essa que acreditamos ser pautada em ser uma pessoa preocupada com os problemas do mundo, que tem foco em solução, procura ter auto-conhecimento e saber trabalhar em equipe. Para que esse movimento de liderança jovem aconteça, realizamos experiências interculturais, seja de voluntariado, seja de estágios internacionais.

Se você e a sua organização sentem que é hora de procurar o que move esses talentos e realmente se conectar com essa perspectiva, acompanhe nossos conteúdos sobre geração Y e Z, liderança jovem e mobilidade internacional. Uma oportunidade de negócio pode estar aqui!

processo seletivo para jovens talentos